segunda-feira, outubro 10

Outro dia estava dando uma espiada nos arquivos e, além de constatar que este blog já viu dias melhores, encontrei um curioso post datado de 28 de outubro de 2002. Chamou-me a atenção o seguinte trecho:
Também votei no Lula, mas seria bom que todo mundo ficasse com os pezinhos no chão. A distância entre a euforia e a depressão é bastante curta.
Proféticas palavras de um craque da análise política. Não, agora falando sério. A verdade é que, em se tratando de Brasil, ninguém jamais perdeu dinheiro por apostar no pior cenário possível.

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Sempre acreditei que relatos do gênero não passassem de lenda urbana, mas finalmente aconteceu comigo. Consegui, na Siciliano, o "One soul now" (duplo!) dos Cowboy Junkies por incríveis R$ 4.99 mais o frete. A versão para "Seventeen seconds", do Cure, que vem no classudo disco de covers é matadora.
Com tanta coisa mais importante para resolver, eles me inventam esse referendo idiota sobre a proibição da venda de armas (que tal um sobre o voto facultativo?). Vou logo avisando que não tenho opinião formada sobre o assunto (que inveja dessas pessoas que sabem as respostas para todas as perguntas), mas como o Governo e a Globo fazem campanha aberta pelo "Sim", andei considerando seriamente a hipótese de anular o voto. Entretanto, após ver um comercial dos adeptos do "Sim" em que o repulsivo Felipe Dylon expele uma série de ruídos incompreensíveis, admito que fiquei bastante tentado a votar no "Não".